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Parceria da Secretaria de Assistência com o Sesi promove inclusão digital de idosos em Bandeirantes

“Eu tinha muita dificuldade, mas temos que interagir”, assim Aparecida Coelho, 68 anos, expressa a vontade de aprender e ficar “conectada” com as novas tecnologias. E não é para menos, com a evolução dos meios de comunicação, o celular se tornou uma importante ferramenta para o dia a dia da população.

Pensando nisso a Secretaria Municipal de Assistência Social, em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi) iniciou ontem (8), o Projeto Inclusão Digital para a Melhor Idade, voltado para o público 60+.

Serão 15 encontros, com duração de 2 horas, realizados na Biblioteca do Sesi. Ao final os inscritos receberão Certificado de Conclusão do curso.

Inclusão digital

“Sou meio analfabeto nisso, mas quero aprender”, assim o aposentado Braz Oliveira, 75 anos, explicou o que o levou a se inscrever no curso. Ele era dos mais animados com o aprendizado e a cada avanço, como quando conseguiu criar um novo e-mail, dava para ver seu sorriso e brilho nos olhos.

A turma conta com nove inscritos do Grupo Conviver e são acompanhados pelas instrutoras Gilmara Carvalho, Tânia Mara e Nadir Leite, da equipe da biblioteca.

A Secretária de Assistência Social, Maria Eduarda Araújo, afirmou que a intenção da pasta é realizar parcerias que possam trazer mais projetos como esse para Bandeirantes. “Temos 60 idosos atendidos no Grupo Conviver e, além das atividades promovidas pela secretaria, vamos continuar promovendo atividades de formação em conjunto com nossos parceiros”.

Ricardo Maia/Ascom

Foto: Ricardo Maia

 

 

Dengue recua em MS, mas avanço da Chikungunya acende alerta de que cuidados precisam ser mantidos

SES ressalta importância da população seguir atenta na eliminação dos criadouros do Aedes aegypti

Mato Grosso do Sul apresenta uma queda significativa nos casos de dengue em 2025, mas enfrenta, ao mesmo tempo, o aumento preocupante da Chikungunya. O cenário, mapeado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde), é baseado no comparativo dos Boletins Epidemiológicos da Semana 13 deste ano em relação ao anterior. Os números reforçam a necessidade de manter e intensificar as ações de prevenção, que são semelhantes para as duas doenças, ambas transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

Até a 13ª Semana Epidemiológica, os dados mostram que os casos prováveis de dengue caíram de 11.708 em 2024 para 6.692 em 2025 — uma redução de cerca de 43%. O número de casos confirmados também caiu, passando de 4.325 para 2.445, o que representa uma queda de 43,5%. A incidência da doença no estado diminuiu de 424,7 para 242,8 casos por 100 mil habitantes. Houve ainda redução nos óbitos: 10 em 2024 contra 7 neste ano, considerando-se o mesmo período.

Essa redução está relacionada a um conjunto de ações de vigilância e controle desenvolvidas pelo Governo do Estado, bem como ao avanço da vacinação contra a dengue. Em 2025, a cobertura vacinal da primeira dose (D1) atingiu 52,83% entre o público-alvo.

Chikungunya

Em contrapartida, os números da Chikungunya chamam atenção: os casos prováveis passaram de 3.679 em 2024 para 4.668 em 2025, um aumento de 27%. O salto mais expressivo ocorreu nos casos confirmados, que cresceram 295%, de 219 para 865. A incidência subiu de 133,5 para 169,3 casos por 100 mil habitantes. Há um óbito confirmado neste ano, nenhum havia sido registrado no mesmo período de 2024.

Alguns municípios concentram os maiores índices das duas doenças. Em 2025, Jateí lidera a incidência tanto de dengue (6.971,6 por 100 mil habitantes) quanto de Chikungunya (6.943,7). Selvíria, Sonora e Glória de Dourados também figuram entre os locais com maior número de casos.

“Mesmo com a redução expressiva da dengue, o aumento da Chikungunya nos mostra que o vetor continua presente. É fundamental manter as ações de prevenção — como eliminar recipientes que acumulam água, tampar caixas d’água e usar repelente — para evitar novas infecções. São cuidados simples que protegem contra as duas doenças”, orienta a enfermeira da gerência de Doenças Endêmicas da SES, Bianca Modafari.

Principais diferenças entre Chikungunya e Dengue

A SES alerta que, ao apresentar sintomas como febre alta, dor no corpo, manchas vermelhas na pele ou dor nas articulações, a população deve procurar uma unidade de saúde para diagnóstico e tratamento adequado. O monitoramento contínuo e a conscientização coletiva seguem sendo as principais armas contra o avanço das arboviroses no estado.

✅ Febre alta: presente em ambas, mas na Chikungunya surge de forma súbita.
✅ Dor nas articulações: intensa na Chikungunya, podendo persistir por meses. Na dengue, a dor é mais muscular.
✅ Manchas vermelhas: aparecem nos dois casos, mas na dengue podem vir acompanhadas de sangramentos.
✅ Complicações: dengue pode evoluir para formas hemorrágicas; já a Chikungunya raramente causa casos graves, mas pode deixar sequelas evoluindo para forma crônica, embora possa evoluir ao óbito em casos de uso de medicações anti-inflamatórios na fase aguda (até 14 dias de início de sintomas).

Danúbia Burema, Comunicação SES
Foto: Álvaro Rezende (capa)

Sábado tem Feira da Agricultura Familiar em Bandeirantes

Acontece amanhã (4), na Praça Germiniano Ribeiro, mais um edição da Feira da Agricultura Familiar. O evento vai das 6 às 12h e oferece produtos fresquinhos vindo direto do campo.

A Feira, promovida pela Secretaria de Desenvolvimento e Turismo (Semdetur), conta com praça de alimentação, barracas com verduras e legumes fresquinhos, queijos e artigos de vestuário.

Ricardo Maia/Ascom

Prefeitura convoca a 2ª Conferência Municipal de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora

A Prefeitura de Bandeirantes publicou no Diário Oficial de hoje (3), a convocação da 2ª Conferência Municipal do Trabalhador e da Trabalhadora. O evento vai acontecer no dia 15 de abril em local a ser definido pelo Conselho Municipal de Saúde.

O tema da conferência é “Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora como Direito Humano” e tem como objetivo o debate, a proposição e a deliberação de propostas para efetivar o acesso dos trabalhadores ao SUS (Sistema Único de Saúde).

As discussões estão divididas em três eixos: “Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora”; “As novas relações de trabalho e a saúde do trabalhador e da trabalhadora”; e “Participação popular na saúde dos trabalhadores e das trabalhadoras para o Controle Social”.

Além das propostas, serão eleitos delegados para participar da etapa estadual da conferência. O cronograma se encerra com a realização da fase nacional, de 15 à 18 de agosto em Brasília.

As conferências são um importante instrumento de participação da sociedade na definição e articulação de políticas públicas e direcionamento das ações do Poder Executivo. O evento é aberto à população.

Ricardo Maia/Ascom

 

 

 

Mapeamento da Secretaria Estadual de Saúde revela aumento de dengue e Chikungunya em áreas rurais de MS

Foto-Alvaro-Rezende

A SES (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul) realizou mapeamento que revela aumento nos casos de dengue e Chikungunya nas áreas rurais do Estado. O levantamento tem como objetivo identificar os focos de transmissão, permitindo que as equipes de saúde municipais desenvolvam e implementem medidas de controle mais eficazes e direcionadas, adaptadas às características de cada localidade.

“A identificação precisa dos focos é um passo fundamental para garantir a implementação de ações rápidas e específicas, reduzindo os impactos dessas doenças na população”, explica a gerente de Doenças Endêmicas da SES, Jéssica Klener.

O aumento da incidência de casos em áreas rurais preocupa, pois a extensão territorial dessas regiões é significativamente maior do que nas zonas urbanas, o que dificulta a implementação de medidas de controle eficazes e amplia os desafios no enfrentamento das doenças.

O Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) apontou que os casos de dengue estão presentes em 19 assentamentos, 17 aldeias e 130 fazendas e sítios. Esses dados demonstram a ampla distribuição dos focos nas áreas rurais, destacando a complexidade de se realizar um controle eficaz em regiões com essa dimensão.

A SES (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul) realizou mapeamento que revela aumento nos casos de dengue e Chikungunya nas áreas rurais do Estado. O levantamento tem como objetivo identificar os focos de transmissão, permitindo que as equipes de saúde municipais desenvolvam e implementem medidas de controle mais eficazes e direcionadas, adaptadas às características de cada localidade.

“A identificação precisa dos focos é um passo fundamental para garantir a implementação de ações rápidas e específicas, reduzindo os impactos dessas doenças na população”, explica a gerente de Doenças Endêmicas da SES, Jéssica Klener.

O aumento da incidência de casos em áreas rurais preocupa, pois a extensão territorial dessas regiões é significativamente maior do que nas zonas urbanas, o que dificulta a implementação de medidas de controle eficazes e amplia os desafios no enfrentamento das doenças.

O Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) apontou que os casos de dengue estão presentes em 19 assentamentos, 17 aldeias e 130 fazendas e sítios. Esses dados demonstram a ampla distribuição dos focos nas áreas rurais, destacando a complexidade de se realizar um controle eficaz em regiões com essa dimensão.

A secretária-adjunta da SES, Crhistinne Maymone, ressalta que o mapeamento possibilita uma abordagem mais precisa, permitindo que os recursos de saúde sejam alocados de forma mais eficiente e as intervenções se tornem mais eficazes.

Além disso, destaca que o controle do Aedes aegypti depende da colaboração de toda a comunidade, enfatizando a importância da conscientização e engajamento contínuos para prevenir novos surtos.

*Confira as recomendações do Ministério da Saúde de prevenção e cuidados contra dengue e chikungunyahttps://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/aedes-aegypti#:~:text=Utilizar%20areia%20nos%20pratos%20de,Guardar%20pneus%20em%20locais%20cobertos.&text=Tampar%20e%20lavar%20reservat%C3%B3rios%20de,um%20ano%20no%20ambiente%20seco.

Danúbia Burema, Comunicação SES
Foto: Álvaro Rezende/Secom

*Fonte: Ministério da Saúde