O lançamento do livro “A História de Leninha – A Sucuri do Pantanal”, da escritora Sandra Andrade, movimentou os alunos da Rede Municipal de Educação durante a semana passada em Bandeirantes.
A obra, da artista nascida na cidade, retrata a cobra Leninha, que leva uma vida tranquila no pantanal sul-mato-grossense e que, de repente, tem que enfrentar a destruição de seu habitat pelos incêndios que se tornaram recorrentes no bioma.
Conversamos com a escritora sobre as suas memórias da infância em Bandeirantes e a importância da conservação ambiental e da conscientização das crianças para o tema.
Memórias de infância
Sandra morou até os 4 anos de idade no município, sua mãe era professora na região do Barreirão. Em sua passagem pela cidade para o lançamento do livro ela contou que as memórias daquele tempo ainda permanecem vivas em sua mente e influenciam sua escrita.
“Esse contato meu com a terra e águas dos lugares que andei aqui por Bandeirantes fizeram de mim essa escritora que transita teluricamente entre a poesia e a literatura infantil. A lembrança de um ranchinho de taquara, barreado com cocô de vaca e o barro do Córrego Barreirão só engrandece minha imaginação de escritora”, afirmou.
Meio ambiente e conservação
A escritora conta que sempre teve preocupação com a preservação do meio ambiente, principalmente, o Cerrado e o Pantanal, mas que o interesse acabou aumentando devido a crise climática e a convivência com seu filho Arthur Andrade, biólogo, que trabalha no Biotério da UCDB (Universidade Católica Dom Bosco), com o resgate de animais.
“Conheci a Leninha, a Sucuri do Pantanal que foi resgatada pela bióloga e médica veterinária, Paula Helena Santa Rita, junto com GRETAP (Grupo de Resgate Técnico e animal do Pantanal), (isso) me inspirou a escrever esse conto Infantil onde eu conto com ludicidade poética, para meu pequeno leitor, como é importante a preservação, conservação e contemplação da vida dos nossos animais silvestres”.
Importância da leitura
Sandra destaca que a leitura tem um papel muito importante na formação das crianças para despertar a curiosidade.
“Formar leitores, principalmente aqui em Bandeirantes, para uma vida inteira é uma responsabilidade muito grande e forte. O imaginário de uma criança dever ser cuidado com conhecimento e ludicidade”.
A escritora fez questão de agradecer ao apoio da prefeitura e da Secretaria Municipal de Educação. “Pela primeira vez, em 28 anos de carreira literária, um prefeito de Bandeirantes, minha cidade natal, oportunizou que minha literatura infantil chegasse aos meus pequenos leitores das escolas municipais urbanas e de Zona Rural de Bandeirantes”.
O livro foi financiado com recursos do FMIC (Fundo de Investimentos Culturais) da Prefeitura de Campo Grande.
Ricardo Maia/Ascom



